Essa briga é das boas.
Não é de hoje que gamers usuários de PC e consoles travam batalhas verbais pelos diversos fóruns espalhados pela World Wide Web. Cada um tenta convencer o outro de que sua plataforma é a melhor, usando dos mais diversos argumentos. Não querendo colocar mais lenha na fogueira – mas já colocando – vamos apresentar aqui várias vantagens e desvantagens de ambas as tecnologias para que você decida quem vence esse combate.
Round one… Fight!!!
Jogabilidade
Um dos mais importantes aspectos a ser analisado em um game, a jogabilidade entre PC’s e consoles é completamente diferente. Para os fãs de shooters em geral, é inegável a preferência pela precisão e sensibilidade que um mouse traz para a batalha virtual, o que é um ponto positivo para o PC. Em contrapartida, o joystick oferece um conforto e ergonomia que facilitam para aqueles que permanecem por horas em meio a jogatina, além de possibilitar que o jogador se coloque em uma posição mais confortável do que apenas sentado, o que pode causar problemas de postura e dores na musculatura. É claro que o mercado oferece diversos tipos de adaptadores, que permitem o uso de mouse/teclado nos consoles e joysticks nos PC’s, mas suas funcionalidades são limitadas – além de problemas que configuração e compatibilidade, dependendo do modelo – e dificilmente proporcionam a mesma experiência do controlador quando utilizado em sua plataforma original.
Gráficos
Para a turma que se amarra em gráficos de cair o queixo, o PC normalmente é a preferência. A quantidade de peças disponíveis no mercado possibilita ao jogador (que tiver recursos para tanto) montar uma máquina com um poder de processamento muito superior aos consoles da geração atual. Mas neste quesito há, pelo menos, duas desvantagens que devemos citar. Quando uma desenvolvedora produz um jogo multi-plataforma ela precisa manter um aspecto gráfico, no mínimo, similar entre todas, pois corre o risco de sofrer processos se houver algum favorecimento “descarado” para uma tecnologia específica. Então muitos jogos não exclusivos para PC acabam tendo limitações gráficas em razão da capacidade das plataformas concorrentes e mesmo com um super computador (rodando em ultra-mega-high) as texturas e demais aspectos acabam não demonstrando uma qualidade muito superior a que se vê nos consoles. O outro problema é a necessidade quase que constante de upgrade. Ao montar um PC top de linha, você conseguirá rodar todos os lançamentos na máxima resolução gráfica por um certo tempo. A média atual é de um ano sem necessidade de upgrades. Após isso, o gamer provavelmente precisará de uma nova placa de vídeo, ou mais memória RAM, ou um novo processador para conseguir jogar os últimos lançamentos na máxima qualidade gráfica. Esse é um ponto positivo dos consoles, pois o gamer de Xbox/PS3 não se preocupa com requisitos mínimos (ou compatibilidade de software e etc) quando da chegada de um novo jogo de sucesso.
Custo
Na questão de preço, o PC leva uma larga vantagem, principalmente no Brasil. A alta carga tributária sobre os games de console faz com que o preço médio de um lançamento edição standard permaneça na casa dos R$ 180,00, enquanto os do PC – que são taxados pelo governo brasileiro como software e não como produto supérfluo – normalmente atingem a média de R$ 90,00. Além disso, lojas virtuais exclusivas para PC (como a Steam), que vendem jogos sem taxação e por entrega eletrônica através de download, fazem promoções periódicas com preços inacreditavelmente baixos.
Pirataria
Um assunto que está sempre em discussão, a pirataria tem causado danos tanto aos fabricantes como aos consumidores de games. Enquanto opiniões sobre o assunto divergem, os fatos apontam que as desenvolvedoras estão cada vez mais abandonando as edições de seus jogos para PC, devido ao alto índice de falsificação de software na plataforma e consequente queda significativa de seus lucros. Atualmente, muitas empresas declaram abertamente que não investirão mais em jogos para PC, simplesmente por não haver retorno de seus investimentos nestas edições.
Os consoles, por sua vez, não são imunes a falsificação, mas por se tratar de um sistema fechado e com inúmeras atualizações de segurança, está cada vez mais difícil manter um console “desbloqueado”. Além disso, a geração atual dessa plataforma está completamente ligada a internet e modos multiplayer são praticamente obrigatórios para os novos títulos lançados (e são um grande sucesso). Com as atualizações de sistema cada vez mais constantes jogar um game pirata online está se tornando uma dor de cabeça para o gamer “alternativo”.
Hackers
Sempre existem aqueles que preferem quebrar as regras do que jogar por elas. Dificilmente um gamer que joga em multiplayer no PC nunca tenha esbarrado com um hacker espertinho, que usa seu conhecimento em programação para ter vantagem sobre os outros jogadores. Quando se fala de jogos free2play então, o cenário é muito pior. Existem alguns shooters específicos que são quase impossíveis de se jogar sem encontrar pelo menos um hacker na partida. Infelizmente isso também acontece com jogos pagos e tem sido um motivo pelo qual alguns gamers vêm desistindo de jogar online. Nos consoles a presença dos hackers é bastante diminuída, se não quase nula. Não existem muitas brechas para se quebrar as regras e o sistema de reportar o jogador infrator pode resultar no banimento deste permanentemente. Nesta questão, o ponto vai para os consoles.
Interatividade e Multimídia
Uma das grandes vantagens históricas do PC é que esta plataforma nunca serviu apenas para jogos, mas com os consoles da nova geração esta questão caiu por terra. Os consoles atuais possuem navegador para internet, integração com as diversas redes sociais e serviços que oferecem filmes e séries através da exibição em modo streaming, transformando-os em uma central multimídia para a família toda. Além disso, com as diversas tecnologias de captura de movimentos disponíveis hoje, a mamãe pode utilizar o vídeo game do seu filho para fazer ginástica e manter a forma.
Afinal de contas, quem ganha essa batalha? Bom, isso deixamos para você decidir. Comente aí embaixo a sua opinião e aponte outras questões que não estão neste artigo.